por onde passara na descida do penhasco
from Photo Art vira Ada projectada em tudo o que o cercava.
Ada ou Ondeia? qual delas eu amei? qual delas foi real? qual delas se deixou amar por mim? qual me fugiu?
para mim era Ondeia, a das noites insones, do corpo que se ajusta como uma veste leve ao corpo nu. para mim era Ondeia e assim a nomeei como ela fazia às aves, aos caminhos, às plantas mais pequenas onde descansasse por breves segundos o olhar profundo.
que foi que não vi, que não amei como devia nela?
é tarde agora. é sempre muito tarde se já é depois.
não esquecerei nunca a tua dança, os teus rituais de maga pelos bosques, Ada, pois se foi o que primeiro de ti e em ti amei, me apaixonou.
a tua cumplicidade com a vida. com o que nasce e vive sob o mesmo sol.
bebe do cantil um golo de água como peregrino que atinge, já sem força, o lugar certo da peregrinação.
desceu o dia e não se ergueu o sol. precisava de sol para este gesto. nem o sol se apiedou de mim.




3 pedradas:
Continua a busca infrutífera da mulher amada.
Nem o sol quer assistir a tal gesto.
Bjs.
A prender a atenção cada vez mais este conto. Magnífico! As imagens são belas:) beijos
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